Reflexões sobre Deus

“How is it possible that a being with such sensitive jewels as the eyes, such enchanted musical instruments as the ears, and such fabulous arabesque of nerves as the brain can experience itself anything less than a god.”

Alan Watts
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Sísifo

Deixa-me ajudar-te, Sísifo,
Porque de pecar também sou culpado
De te ver desamparado
E não te querer ajudar com isso

Lembre-se de ajudar quem precisar, por mais erros que tenha cometido, viva a compaixão! Sejam o Atlas para o titã Atlas que segura os céus; ele previne que sejamos esmagados, mas ninguém está lá para o ajudar com este fardo. Sejam um Atlas de Atlas, pois somos todos Atlas que carregamos as nossas mágoas.

Persona

Dizem-me para tirar a máscara
Mas não tenho nada por baixo dela;
Gosto de a pôr e fingir que sou máscara
Porque por baixo não sou nada sem ela.

Photo by Yaroslav Danylchenko on Pexels.com

Poema: Salvaterra

Por palavras dizem que não é possível,
Que é preciso ser Hércule ou deus
Que chegou a um ponto que nem homem nem Deus
Nos pode salvar deste fado tangível.

Mas as palavras têm um certo poder,
Como David derrotou Golias
Canto por palavras minhas
Um fado de esperança e querer.

As palavras serão armas,
Como a lira foi para Orfeu
A arma que adormeceu
O feroz guardador das almas.

Salvem a Terra,
Como se a vossa vida dependesse disso
Façamos um novo compromisso
Construamos uma nova Babel.

O futuro ainda não está perdido,
Vejo-o tingido de cor verde
Se saciarmos a nossa sede
Do dinheiro verde que nem é líquido.

I don’t have a Carbon Footprint…
Because I drive everywhere.

A Bondade

O que nos distingue dos animais?

Como de costume, começa-se com a definição do dicionário. O nosso fiel amigo priberam diz-nos que é a “disposição natural que nos leva a fazer bem e nunca mal”. Isto, por sua vez, leva-nos à questão fundamental, será que o homem é intrinsecamente bom? Pergunta para a qual não tenho resposta e quem disser que tem, ou é um génio ou um maluco, talvez um pouco de ambos.

O que é considerado bom e mau não passa duma conceção imperfeita nossa, fumentada por complexos de superioridade para mascarar o nosso desejo inerente de querer ter sempre razão. Será que há mesmo uma resposta objetiva para o valor moral das nossas ações? Como sabemos que matar é intrinsecamente deplorável? Podemos consultar documentos que protegem os nossos direitos humanos, mas não é preciso ir mais longe. O facto de matar ser moralmente errado é uma verdade evidente, vem da nossa natureza, do nosso instinto de sobrevivência, da nossa compaixão. Mas depois vêm uns exemplos mais problemáticos, como o facto de algumas tribos eskimos matarem os idosos, encorajados pelas sociedades deles, ou o facto de existerem tribos canibais. Pode dizer-se que são menos civilizados do que nós, mas como diria Alan Watts, “why live?”. Não quero dizer isto para incentivar o culto da morte, porque eu considero matar errado, mas não digo que o seja objetivamente. Porque não há como desvendar verdades objetivas, pois não provém de nenhuma fonte independente dos seres humanos. A objetividade significa o estado que não depende das opiniões das pessoas, mas como podemos considerar algo errado sem uma opinião; forma-se aqui um raciocínio circular… Não há nenhuma predisposição para considerarmos algo errado ou não, no grande plano das cousas, a presa e o predador convivem sabendo que não existe o pecado, a dualidade de bom e errado, simplesmente existem. Quando matamos uma aranha, ou uma formiga, não pensamos mais nisso, mas acabámos de tirar uma vida. A diferença deles é serem menos inteligentes. Mas por essa lógica, se existerem seres mais inteligentes que nós (que, por exemplo, consigam viver na quarta dimensão, ou quinta, sexta e por aí adiante), não deveríamos ter problema em sermos esmagados como os seres (insignificantes na perspetiva deles) que somos. É claro que uma sociedade alinhada com estes pensamentos não funcionaria, seria a anarquia total. Não proponho que mudemos radicalmente o nosso estado presente, mas proponho que sejamos menos rápidos a julgar os outros, e que tenhamos mais compaixão, mais bondade.

A vida é transitória, é um conjunto de experiências que valem a pena precisamente pelas pessoas. No final de contas, quando Deus tiver calculado a gorjeta que deve à humanidade, o que importa é a família, aquela que nos é servida e aquela que formamos ao longo da refeição. Lembro-me de ficar fascinado quando me apercebi que éramos todos parentes, descendentes dos mesmos ascendentes, frutos da mesma árvore, ondas do mesmo mar. Partilhamos o mesmo material genético, mas é mais do que isso. Não somos diferentes das pessoas, das formigas, dos edifícios, do ecrã sobre o qual repousam os olhos, somos todos um, o Todo. Velados pelo Ego, existimos pensando que somos superiores, matamos os outros, insultamos, julgamos quando, afinal, tudo o que fazemos, fazemo-lo a nós próprios, o karma de que tanto se fala. Por isso, senhoras e senhores (e aliens que de certeza lêem o meu blog), é que ser bondoso importa, não por ser um imperativo categórico, mas por sermos todos um. Eduardo do futuro, sê bom.

Retomando a definição anterior, veja-se que a resposta correta é sempre a mais simples. A regra de ouro não sobreviveu por ser a mais complicada ou conceptualmente intricada, mas por ser a resposta estupidamente óbvia. Façam aos outros o que gostariam que vos fizessem a vocês. Não somos intrinsicamente nem bons nem maus, somos. Existimos simplesmente. É por causa disto que podemos fazer o que quisermos, mas devemos sempre escolher a bondade. Sempre.

O que nos distingue dos animais? Nada.

e

Este post foi o primeiro relacionado com o nosso Forum de bondade, vão ao meu post para mais informação. Sucintamente, fico à espera de mais sugestões:). Obrigado tia São por teres sido a primeira a comentar, e por seres minha fã!

Um grande abraço,

Eduardo

The Dalai Lama walks into a pizza shop and says "can you make me one with everything?"

After he received the pizza, he waited. "Where's my change?" "Ah, change comes from within."

Kindness forum/ forum de Bondade

Hi! As we’re slowly building a community here, whether you’re interested in my writing or my life, I just wanted to extend to you my sincerest gratitude for taking the time of your day to visit this website. As a thank you, and to hopefully help out someone (or to simply have a conversation in these strange times), I would like to invite you to tell me something you would like me to discuss or write about, or something that is currently bothering you which I can address (anonymously, of course). You can do that by using the “Contactar-me” page that is in the homepage, by commenting on this post or by writing an e-mail to gracias.egb@gmail.com . I hope to brighten your day:)

Olá! À medida que construimos uma pequena comunidade aqui, gostaria de te humildemente agradecer por quereres vir a ester site. Para te mostrar o meu apreço, e para ajudar alguém (ou simplesmente para partilharmos uma conversa nestes tempos incertos), gostaria que me contactasses e me dissesses um assunto sobre o qual gostarias que eu escrevesse ou algo que me quererias dizer (pode ser uma mensagem ou algo que te perturba e podemos discutir o que se pode fazer em relação a isso, anonimamente). Isto pode ser feito comentando neste post, mandando-me um email para gracias.egb@gmail.com ou usando a página “Contactar-me” que está na página inicial. Espero alegrar o teu dia:)

Poema: Deixa-te levar!

Deixa-te levar

Com cada badalada do coração

Com o doce ritmo da respiração

Sente a música e vive-a!

Não a tentes controlar

Não és maestro nem cérebro

Deixa-a simplesmente atuar

Que cada inspiração seja uma ode à Alegria

Faz-Lhe sonetos e sonatas músicas e estátuas

Deixa-te levar!

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What would Water do: The Philosophy of Water

Water gives us life, refreshes us, wakes us up in the morning and prepares us for the simple yet exciting day ahead of us. We all know about the importance and benefits of water, why not start modelling our lives according to it?

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Poemas: Temáticas de Fernando Pessoa

Há alguns anos, quando estudava Pessoa, fiquei admirado com os seus versos relativamente à existência e não essência das coisas. Numa noite de lua cheia, sob o conforto do computador, pus-me a versar sobre a noite.

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Poema: Ilusões

“Olho-me mas não me vejo

No espelho que mente

o reflexo da mente,

Afinal quem sou eu?

Não sou, somos.”

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